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Comunicado - obras na marginal

Agora que, aparentemente, findaram as obras na marginal, e uma vez que a CDU intervém politicamente onde, quando e sobre as matérias que colectivamente decide intervir, já que a agenda da CDU é feita pela nossa própria organização e não por forças externas, oferece-nos então dizer o seguinte: Com esta obra, em ano de eleições, em que as prioridades para a vida das pessoas do concelho não foram minimamente resolvidas durante o mandato, tal como prometia o Sr. Presidente da câmara Walter Chicharro por altura da campanha eleitoral de 2013, pretende assim a maioria PS, mandar, como diz a sabedoria popular, “areia para os olhos” dos munícipes do concelho da Nazaré. Com esta intervenção na marginal da sede de concelho e com mais uma “mão cheia” de iniciativas “alienantes” que objectivam apenas distrair as pessoas do essencial, retirando-lhes o foco sobre os imensos falhanços e atropelos às leis que regem um estado de direito democrático, pretende este governo local do PS, apagar rapidamente da memória das pessoas questões de fundo como:

  • Os despedimentos de trabalhadores feitos de forma ilegal (um facto inédito na autarquia local);
  • Os impedimentos ao desenvolvimento do trabalho sindical no interior da  autarquia (comportamentos típicos de “mini-estados” autoritários, sem respeito por leis, direitos ou normas que regem as organizações democráticas);
  • A incapacidade de dialogar com as forças da oposição relativamente a questões centrais para o desenvolvimento do concelho, assumindo constantemente um comportamento autocrático;
  • O desrespeito pelas decisões dos Tribunais em diversos casos, o que onerou os munícipes em muitos milhares de euros em recursos que sistematicamente foram desfavoráveis ao município, podendo estes valores vir a elevar-se a milhões quando forem conhecidas as decisões dos Tribunais em tantos casos que esperam sentenças;
  • Os constrangimentos e prejuízos criados à única empresa que se instalou na ALE – Valado dos Frades, a MD-Plastics;
  • O falhanço completo na capacidade de captar investimento para a referida ALE quando - referia o Sr. Presidente há quatro anos atrás - já se tinham investidores Canadianos, Russos e outros, de diversas latitudes, interessados em investir no concelho;
  • A ausência de ideias para apoiar os sectores primários no concelho, relativamente a necessidades ao investimento feito na promoção da Agricultura ou das Pescas, que garantem trabalho todo o ano a centenas de munícipes, contrapõem-se, por comparação, as enormes quantias de dinheiro que a CMN desembolsou às organizações do “Europeu de Futebol de Praia”, com 200.000 Euros. Do “Nazaré Challenge 2016 campeonato de Ondas Grandes” com 100.000 Euros. Da “7ª. etapa do circuito de Bodyboard” com 70.000 Euros. Da etapa do campeonato de Freeride despendeu 25.000 Euros mais IVA. Da Volta a Portugal em Bicicleta, do Campeonato Europeu Sub-16 de Andebol de Praia e alguns outros, não se sabe o valor dos custos para os cofres da autarquia, porque continuam a esconder-nos documentos públicos;
  • A incapacidade de incrementar uma política cultural que projecte a Nazaré para o futuro em vez de a remeter de volta, de forma irreversível, para um passado propagandístico, instrumentalizador e “coisificador” de pessoas;
  • A intenção de privatizar grande parte do parque da Pedralva, depois de lá ter investido;
  • A criação de uma zona de secagem de peixe, a que chamam museu, feita à margem dos profissionais da área e com dimensões de um exagero injustificável;
  • Uma visão da Nazaré projectada para os que vêm de fora e não para servir os que estão cá sempre (tal como no tempo da “outra senhora”);
  • Todos os impostos e as taxas e tarifas municipais colocadas nos valores máximos, ao abrigo de um suposto PAEL que não era para assinar antes das eleições mas que foi imediatamente aceite e assinado pelo actual presidente logo depois das mesmas, (este instrumento ainda não foi aprovado mas as suas gravosas medidas foram implacavelmente aplicadas à população);
  • Um discurso permanente de vitimização e incapacidade de investimento público por causa da “colossal dívida deixada pelo PSD”. Desculpas de quem também acaba a criar mais dívida.

  Com todas estas obras de fim de mandato,  onde está a justificação e legitimidade para a utilização, até “à náusea”, do discurso da dívida? A dívida desapareceu? Eram estas as verdadeiras prioridades, mesmo deixando os munícipes com cargas fiscais e valores de serviços públicos no máximo? Na leitura da CDU são claramente obras eleitoralistas, feitas sem critério e desrespeitando todos. Voltando à obra da marginal: dando uma imagem de heróis, executores de um grande projecto para o futuro da população, tentam com isso esconder um enorme falhanço no planeamento e no decurso da obra. Mais uma vez, o executivo municipal desrespeitou as regras do concurso público e o mesmo foi impugnado pelas empresas lesadas. A obra foi parada pelos Tribunais. Vieram depois os responsáveis do executivo levantar a bandeira da vitória por terem conseguido convencer as empresas a retirar a impugnação, não divulgando, no entanto, quanto isso nos custou financeiramente. Fazendo lembrar aqueles grandes grupos económicos que promovem a precariedade laboral e depois beneficiam das campanhas de angariação de alimentos para combater os problemas que os próprios criam. Meus senhores, não criar os focos problemáticos é a solução por natureza. Ou causam-nos de propósito para depois terem a possibilidade de os resolver e aparecerem como salvadores? Já agora, estão calculados também os prejuízos causados ao comércio local na marginal da Nazaré, com uma obra de 60 dias que demorou quase seis meses? O projecto foi discutido e preparado em conjunto com os comerciantes da marginal? Foram informados das decisões tomadas? E quanto à fluidez do trânsito na Marginal (uma questão fundamental), melhorou ou está mais complexo? A rodovia está sem marcação de delimitação central, as passadeiras imperceptíveis, e os veículos longos têm grandes dificuldades de manobra. A confusão instala-se em períodos de maior fluxo, fundamentalmente, na zona norte, para onde afunilam, incompreensivelmente, veículos de transporte colectivo. Também nestes aspectos foi uma má solução. O Verão terá a palavra final. A população do concelho não está, por certo, desatenta, até porque sente diariamente os custos desta gestão do PS, e irá exigir a mudança com o seu voto. A Nazaré precisa de uma vez por todas que haja quem execute Trabalho, com Honestidade e Competência na defesa do bem-estar da população e no desenvolvimento do concelho, respostas que só a CDU pode oferecer. Está visto que nem PSD, nem PS, juntos ou separados, têm capacidade de dar as respostas sérias que o concelho precisa! A Mudança é urgente e necessária! Já chega de enganos! Nazaré 7 de junho de 2017 O grupo de trabalho da CDU da Nazaré Também pode ler aqui.