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Comunicado

No passado dia 14 de julho, a CDU da Nazaré deu visibilidade a uma informação tornada pública pelo Tribunal de Instrução Criminal de Leiria, dando conta de que o Presidente da Câmara Municipal da Nazaré, Walter Chicharro, se encontrava na condição de arguido, sob medida de coação de Termo de Identidade e Residência.

Entendeu esta força política que tal informação seria do máximo interesse para os munícipes do concelho da Nazaré. Entendemos que todos devem ter a noção exata do perfil de quem nos governa e em que moldes tal governação é efectuada.

Voltamos a emitir novo comunicado à população, repudiando firmemente as declarações proferidas pelo arguido e simultaneamente presidente da CMN, Walter Chicharro, tentando desenvencilhar-se, da pior maneira, do novelo em que o próprio de deixou enredar. Não por falta de avisos sistemáticos por da parte da CDU!

Nos seus meios de comunicação oficiais podia ler-se que tudo isto era “(…)o resultado do trabalho em defesa dos munícipes Nazaré”. Declaração que nos remete para a mais elementar base do populismo. Quantas atrocidades não foram cometidas sob a capa desta demagógica orientação? Será preciso situar no tempo ou designar atores destas continuadas tragédias humanas? Ficará à consideração de quem estiver a ler este documento. De facto, temos que reconhecer que apenas estará o Sr. presidente da CMN a adequar o discurso às práticas adotadas.

Ao seu bom estilo, nas mesmas declarações, continuava vociferando de raiva disparando em todas as direções, sem perceber que os seus pés também estavam a ser vítimas da sua falta de pontaria no manuseamento daquelas que devem ser as nossas principais armas discernimento no exercício de cargos públicos - a palavra, o controlo das emoções e  capacidade de argumentação estruturada e credível. “(…)muitos deitam foguetes de contentamento, mas esquecem que esta é a medida preventiva mais baixa existente no processo crime, e que é o mínimo que se pode aplicar a um arguido num processo deste tipo enquanto aguarda julgamento”. Pois bem, o arguido não coloca a questão central em sê-lo, em ter cometido crime, coloca o ónus apenas na medida de coação! O que diria se fosse condenado a 5 anos de prisão efetiva? Dirigia-se à população dizendo: calma, isto não é assim tão mau, podia ter sido condenado a 10 anos! Afinal foram só 5. Eu não cometi um crime. Cometi um crimezinho…!

Continuando na sua pouco convincente defesa: “(…)Posso ter-me enganado na minha decisão? Claro que sim. Se altos dignatários e magistrados do país se podem equivocar, porque é que eu, simples cidadão nazareno, não me poderei enganar”. Volta a falsa modéstia e o discurso do desamparado com o peito crivado de setas em defesa do povo! A grande questão nestas palavras é que o Sr. presidente da CMN não é um simples cidadão nazareno, as suas responsabilidades não são as mesmas de qualquer outra pessoa que viva neste concelho. O impacto das suas atitudes, decisões ou palavras, não têm a mesma repercussão de qualquer outra pessoa. As suas más decisões e políticas desajustadas, somos todos nós, munícipes deste concelho, que pagamos. As más decisões de um cidadão comum só ao mesmo poderá onerar. É SUBSTANCIALMENTE DIFERENTE! E já que admite que possa ter-se enganado, terá que admitir o erro por mais vezes pois este não é caso único em tribunal.

“ (…)agradeço aos propagandistas da mentira por me motivarem ainda mais para a grande vitória das eleições autárquicas de 1 de outubro pois o meu trabalho fala por si” Prosseguindo ao seu estilo, muito mais abstrato que concreto, atira para o ar suspeitas por saber que a difusão é o cenário que mais lhe serve. Era fundamental, sr. presidente, que identificasse quais as mentiras que se divulgaram e quem são os mentirosos, quando se deu a conhecer, através da CDU da Nazaré, a informação tornada pública pelo Tribunal de Instrução Criminal de Leiria? Serão os Juízes? Será a Polícia Judiciária que colaborou na investigação? Serão os elementos da CDU da Nazaré? Era urgente para que se possa dar crédito a estas declarações que fosse concreto e objetivo. Temos todos de perceber de quem é que está a falar!

Em declarações posteriores sobre a mesma matéria, dando claros sinais de desorientação, apenas tal podemos concluir através de tão superficiais e inócuas palavras, conclui: “(…) Agradeço que deixem a minha esposa, filhos e pai em paz, concentrem-se em mim pois chego para todos”. Bom, nestas palavras extrapolou-se tudo o que é razoável na persecução de objetivos políticos. Não são, de forma nenhuma, admissíveis estas declarações, a menos que concretize! Não se lançam suspeitas para o ar desta forma absolutamente inqualificável. E exigimos ao senhor presidente, Walter Chicharro, para que a população seja informada e esclarecida, que identifique a proveniência desse tipo de ameaças ou perseguições a elementos da sua família. Se existem de facto, para nós CDU, são deploráveis a todos os níveis, e altamente condenatórios. Então, é favor de denunciar, por todas as vias, essa realidade. Caso contrário, essas declarações só revelam uma faceta ainda mais sinistra da sua personalidade.

Quanto a “sozinho chegar para todos” – não se percebe, e daí a nossa estupefação, evidenciando os já referidos sinais de desorientação! Anteriormente era um simples cidadão nazareno que também erra, demonstrando uma humildade sem tamanho, e logo a seguir, sozinho chega para todos… em que é que ficamos? No lobo ou no cordeiro? no David ou no Golias? Na petinga ou no tubarão? Todos ao mesmo tempo não é possível.

Bem sabemos que a altura é profícua a estes cenários. O medo de “cair das cadeiras” é imenso, mas, o que está em causa é a credibilização da actuação política, é o resgate da vertente mais nobre do trabalho em defesa da causa pública – o trabalho político e a luta por causas e diferentes modelos de desenvolvimento.

Nem sempre é possível estarmos de acordo. Aliás, é salutar que assim seja em democracia. No entanto, há traços de caráter como a idoneidade, responsabilidade, honestidade e capacidade de trabalho que advêm do mais profundo que há em cada um de nós - a nossa formação pessoal - e que consubstanciam a nossa atuação política, para além da firmeza ideológica, e dos quais, na CDU, não só não abdicamos como deles fazemos a nossa marca identitária.

A todos pedimos que façam o mesmo! Dignifiquem a intervenção política!

CDU Nazaré